FLUIDOS
Existe um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. Esse fluido é chamado de éter ou matéria cósmica primitiva, geradora do mundo e dos seres.
Esse fluido faz parte das forças e leis imutáveis que regem o mundo e que comandam as transformações da matéria.
Essas múltiplas forças são conhecidas na Terra
com os nomes de gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade.
Essas forças produzem movimentos vibratórios e ondulantes, chamados de energia, que se expressam na forma de radiação, luz, calor, som, eletromagnetismo.
Assim como só há uma substância simples, primitiva, geradora de todos os corpos, mas diversificada em suas combinações, também todas essas forças dependem de uma Lei Universal diversificada em seus efeitos e que, pelos desígnios eternos, foi soberanamente imposta à criação, para lhe imprimir harmonia e estabilidade.
O fluido universal, embora seja chamado de elemento material, possui diferenças. Na verdade ele está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do
Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas.
O fluido cósmico universal, como princípio elementar do Universo, assume dois estados distintos:
a) o de eterização ou imponderabilidade [que não se pode pesar], considerando o primitivo estado normal;
b) o de materialização ou ponderabilidade [que tem peso], que é, de certa maneira, consecutivo àquele.
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados.
Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: aos fluidos ponderáveis pertencem os do mundo visível [físico] e aos fluidos imponderáveis, os do mundo invisível [espiritual].
Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência, propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.
Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente.
- No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea;
- Os fenômenos do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito.
Finalmente, é importante assinalar que, no estado de eterização [imponderabilidade], o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria
tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre.
Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.
Concluindo, destacamos que o conhecimento da origem e da natureza do Espírito, do papel do perispírito, bem como das leis que regem a matéria e os fluidos, é de fundamental importância para a prática mediúnica. É que o médium, melhor entendendo os mecanismos da mediunidade, os fenômenos anímicos, etc, pode colaborar melhor.
Adaptado do Programa de Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB). O texto possui trechos de referência contidos nos livros: "Evolução em Dois Mundos (André Luiz - Francisco Cândido Xavier / Waldo Viera), "A Gênese" (Allan Kardec), "O Livro dos Espíritos" (Allan Kardec)
Esse fluido faz parte das forças e leis imutáveis que regem o mundo e que comandam as transformações da matéria.
Essas múltiplas forças são conhecidas na Terra
com os nomes de gravidade, coesão, afinidade, atração, magnetismo, eletricidade.
Essas forças produzem movimentos vibratórios e ondulantes, chamados de energia, que se expressam na forma de radiação, luz, calor, som, eletromagnetismo.
Assim como só há uma substância simples, primitiva, geradora de todos os corpos, mas diversificada em suas combinações, também todas essas forças dependem de uma Lei Universal diversificada em seus efeitos e que, pelos desígnios eternos, foi soberanamente imposta à criação, para lhe imprimir harmonia e estabilidade.
O fluido universal, embora seja chamado de elemento material, possui diferenças. Na verdade ele está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do
Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas.
O fluido cósmico universal, como princípio elementar do Universo, assume dois estados distintos:
a) o de eterização ou imponderabilidade [que não se pode pesar], considerando o primitivo estado normal;
b) o de materialização ou ponderabilidade [que tem peso], que é, de certa maneira, consecutivo àquele.
O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. Mas, ainda aí, não há transição brusca porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados.
Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: aos fluidos ponderáveis pertencem os do mundo visível [físico] e aos fluidos imponderáveis, os do mundo invisível [espiritual].
Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência, propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.
Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente.
- No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea;
- Os fenômenos do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito.
Finalmente, é importante assinalar que, no estado de eterização [imponderabilidade], o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria
tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre.
Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.
Concluindo, destacamos que o conhecimento da origem e da natureza do Espírito, do papel do perispírito, bem como das leis que regem a matéria e os fluidos, é de fundamental importância para a prática mediúnica. É que o médium, melhor entendendo os mecanismos da mediunidade, os fenômenos anímicos, etc, pode colaborar melhor.
Adaptado do Programa de Mediunidade da Federação Espírita Brasileira (FEB). O texto possui trechos de referência contidos nos livros: "Evolução em Dois Mundos (André Luiz - Francisco Cândido Xavier / Waldo Viera), "A Gênese" (Allan Kardec), "O Livro dos Espíritos" (Allan Kardec)
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